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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

                                                          LUCIA    HELENA

ATÉ ONDE ME LEVEM AS FLORES
(2009)

Sigo os passos daquela floreira do quintal de minha casa,
Onde pétalas se abriam ao amanhecer, espargindo aromas mil,
Lá, eu via flores azuis, amarelas - crisântemos dourados,
Voando ao léu em pétalas partidas, esvoaçadas.
Até onde me levem as flores, quero alcançar o vôo da águia cinza,
Num horizonte cheio de gaivotas perdidas,
Criando azuis num infinito de solidão,
Aportando numa praia qualquer
Desesperadamente doentes.
Preciso curar as aves, remendar as pétalas das flores
Que se esgarçam ao vento e se debatem,
Como asas de pássaros infelizes,
Sem árvores, rios, sem espaço!
Até onde me levem as flores quero conhecer montanhas
Escalar nuvens e grandes cumes,
Conhecer e amar as planícies esquecidas
E não enxergar mais nada, só o azul celeste
Banhando-me em nuvens cristalinas e perfumadas.

Quero o vento do norte apontando caminhos,
Quero o cheiro da madrugada despindo meus desejos,
Quero a linguagem silenciosa das mariposas - acasalando,
Proliferando a espécie.
Até onde me levem as flores quero um punhado de luz,
Incandescente, avermelhada, espalhando fagulhas
Sobre minhas feridas e curando os meus ais!

domingo, 8 de maio de 2011

HOMENAGEM AS MÃES NO SEU DIA


.           foto de minha querida Mãe, DORALICE QUERIOZ ALVES - DÉCADA DE 1930.

                                                        JADSON QUEIROZ

Quem é essa mulher,
que o seu amor
trascende ao infinito
que por nós, suporta tamanha dôr?

Que é essa mulher,
que nos proteje com carinhos
que nos ama desde o seu ventre
que prepara todos os nossos caminhos?

Quem é essa mulher,
que embala a nós com emoção
que chora e sorrir, com tudo que fazemos
e que por nós nutre grande paixão.

Quem é essa mulher,
que chora ao berço ao canto
quando percebe que estamos febril
e tenta nos confortar com o seu acalanto?

Que é essa mulher,
que nos acorda com muitos afagos
nos arruma e nos leva prá escola
e abre para nós, o seu sorisso largo.

Que é essa mulher,
que nos leva à Igreja e à Praça
e brinca, pula e grita,
Que chora e nos abraça?

Que é essa mulher,
que reza por nós com devoção...
que nos espera à noite toda
ansiosa, com mêdo e aflição?

Quem é essa mulher,
que hoje, idosa e cansada
brinca com seus netos
com alegria e chora calada?

Quem é essa mulher,
que precisa da nossa compreensão,
do nosso respeito, do nosso amor
e acima de tudo, da nossa devoção?

Quem é afinal, essa mulher?
É nossa mãe querida!!!
Mãe imaculada e pura...
Te amamos mãe, por toda a vida!







terça-feira, 12 de abril de 2011

VIOLÃO ABANDONADO


Encostado no cantinho,
Jaz sozinho e empoeirado
O meu violão de pinho,
Grande amigo do passado.

Desafinado e esquecido,
Já não é mais meu parceiro.
Foi outrora tão querido,
Entre tantos seresteiros.

Hoje é tudo diferente.
Fui na onda do momento,
Optei pelo teclado.

Para ouvir um som plangente,
Programo o falso instrumento,
Deixando o pinho de lado.

E pra matar a poesia,
Mais duas quadras componho,
É que bateu nostalgia,
Do meu Del Vecchio tristonho.

Já não há voz quando canto,
Já não há vez pra seresta.
E talvez seja por isso.
Que eu me tornei poeta.


(Fátima Irene Pinto).

Fonte; Blog Caminhos da Vida




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