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quinta-feira, 9 de junho de 2011

MOMENTOS DA POESIA


MEU SANGUE AZUL TINTEIRO EM POESIA - João Ludugero


                                    
                                          A poesia é como um riacho,
                                                               Leito de verbos
Que o mel adoça,
Onde a alma do poeta se banha,
Sob os primeiros raios
Do amor derramado
Ao quebrar de toda manhãzinha.
Sei que amar/é/linha
De sol, amar-elo,
Um deitar manhoso,
Manso abrindo janelas à imensidão,
No remanso das palavras
Que se prestam ávidas
À soberana manha
Do sentir, arte e ofício.
Poesia é unir/verso,
É perfume visível
Que não desaparece
Quando entranha na pele. 
É devoção, poder, paixão tamanha.
Poesia é meada,
É fio de esperança que se alinha
No equilíbrio de um pote sagrado
Sustentado na cabeça
Sob a rodilha
Do  eterno cio
De um rio onde
Se fecundam sonhos,
Mesmo que salobros sonhos,
A duras penas fertilizados
Em versos testemunhos.

Poesia é magia e potestade,
Que singra horizontes por dentro
Da carne viva do coração
Que se esvai sem medo,
E fortalecido se dobra
Até à boca do céu
E desce encarnado,
E cobre de azul tinteiro
A nobre veia do poeta,
Querendo fazer
Um pacto de sangue
Multicolorido.
Do poeta João Ludugero, no blog cheio de poesia http://ludugero.blogspot.com/ , que vale muito a pena conhecer.

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