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quinta-feira, 9 de junho de 2011

CÃES HERÓIS


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Homenagem muito justa





“Dois cães policiais, que morreram durante uma operação policial em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte, foram cremados com honras ao Mérito na manhã da última sexta-feira.  A cerimônia contou com a presença de dezenas de militares  da 1ª Companhia de Missões Especiais, de Contagem. Da raça pastor alemão, os cães Lyon e Dox receberam honras militares por morrer em serviço. 

Eles foram baleados por criminosos durante uma fuga. Segundo a polícia, os cães são treinados desde filhotes para o cargo e SÃO CONSIDERADOS OFICIAIS DA PM. Cada animal possui um condutor, um militar que se torna o companheiro do cachorro.

Um dos oficiais mais comovidos na cerimônia era o condutor do cachorro Lyon, há três anos, sargento Wellys Lucindo. Ele não conseguiu conter as lágrimas na hora da despedida. "É a mesma coisa que perder um familiar. Sabemos que eles são treinados para isso, que são comokamikazes,mas não estamos preparados para perdê-los". Durante a cerimônia, Wellys relembrou com os companheiros o ótimo desempenho do cão em várias operações.

Esta foi a primeira vez que a PM de Minas realizou uma cremação de cães, e quer criar uma galeria de heróis.”

*Parabéns à Polícia Militar de Minas Gerais pelo reconhecimento do importantíssimo trabalho prestado pelos cães. 
 
Fonte:  http:/// Potedepalavras.blogspot.com 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

FIGURAS INESQUECIVEIS DO CEARÁ-MIRIM - PROF. JOSÉ TITO JR.



JOSÉ TITO JÚNIOR

             José Tito Júnior nasceu no dia 14 de agosto de 1925, na cidade de Angicos, Estado do Rio Grande do Norte.
             Filho de José Tito Filho e Ana do Carmo Tito, ele comerciante e agricultor e ela do lar. José Tito é o segundo filho do casal. São seus irmãos, Maria Cremilda de Souza, Jaime Seguier de Souza, Elza Tito de Souza e Tácito Tito de Souza.
             José Tito fez seus primeiros estudos em uma escola particular e o primário no Grupo Escolar José Rufino. Passou sua infância na cidade de Angicos.
             Em 1938 foi encaminhado para o Seminário Diocesano de Santa Terezinha em Mossoró/RN, pelo então vigário Padre Manoel Tavares de Araújo, depois Bispo de Caicó. No Seminário faz o curso de Admissão e o Ginásio, tendo como professor o então Bispo de Mossoró, Dom Jaime de Barros Câmara, depois Cardeal do Rio de Janeiro.
             Em 1942, ao deixar o Seminário regressou à sua cidade natal, passando a ajudar seus pais no comércio e agricultura até o ano de 1944.
             Seu primeiro emprego foi como chefe de Almoxarifado da Usina de Beneficiamento de Algodão e Indústria de Óleo, na Vila de Fernando Pedroza, hoje cidade.
             Em julho de 1946 foi nomeado para o Departamento de Correios e Telégrafos, ocupando a função de Auxiliar de Tráfego Telegráfico.
             Como educador contribuiu bastante para o ensino e educação de crianças e jovens do município de Ceará-Mirim, chegando ao auge, com a fundação de um estabelecimento de ensino primário “EXTERNATO SÃO JOSÉ”, dentro de sua própria residência, utilizando três salas, conseguindo carteiras em regime de empréstimo, pela então Diretora do Ginásio Santa Águeda, Madre Maria Natália, irmã franciscana do Bom Conselho.
             Teve inúmeros alunos, hoje homens formados exercendo funções representativas em nossa sociedade, dentre os quais enumeraremos: Dr. Gotardo Fonseca (médico); Dr. Pedro Simões (advogado); Dr. Pedro Avelino (advogado) e, seu filo, Dr. Ramilson Pereira Tito (médico), além de outros jovens de cearamirinenses.
             Fundador, Diretor e Professor do educandário Madalena Antunes Pereira, em 1968, hoje Escola Municipal Madalena Antunes Pereira.
             Em abril de 1976 foi transferido da Agência de Correios de Ceará-Mirim para a Agência Postal da Cidade Alta em natal/RN, sendo nomeado Gerente da Agência. Em 1979 foi nomeado Chefe do Setor de Entregas Especiais Domiciliar até sua aposentadoria pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em janeiro de 1980.
             Em 14 de agosto de 1995, na passagem das comemorações dos seus 70 anos, Fo homenageado pelo corpo docente e discente da Escola Municipal madalena Antunes Pereira, por ocasião da abertura dos jogos internos da citada Escola, no Ginásio Aderson Eloy.
             Duas semanas depois voltou á referida Escola, quando emocionado, perante professores e alunos, externou a sua gratidão, pronunciando as seguintes palavras:
             “Primeiro  de que tudo quero iniciar as minhas palavras, agradecendo a Deus e a Nossa Senhora da Conceição que ao completar 70 anos de vida, poder voltar ao Ceará-Mirim, para receber tão grande e significativa homenagem.
             Sinto-me por demais emocionado ao contemplar estes jovens estudantes da Escola Municipal Madalena Antunes Pereira, que fundei em 1968, com o nome de Educandário Madalena Pereira, hoje com uma matrícula de mais de 900 alunos.
             Venho aqui a cidade de Ceará-Mirim, cidade dos verdes canaviais, assistir a abertura dos jogos internos da escola municipal, antigo educandário e ser homenageado como seu fundador.
             Vim ver, depois de quase vinte e sete anos a árvore que aqui plantei, com todo amor, com todo carinho, com muita dificuldade e sacrifício. Estou muito feliz, pois a semente desta árvore que aqui plantei caiu em terreno fértil, nasceu, cresceu e está dando bons frutos.
             Estou por demais feliz, porém as glórias, as honras e as homenagens que hoje estou recebendo como seu fundador em 1968, não pertencem só a minha pessoa; para alcançar o sucesso, contei com a colaboração, o apoio, a ajuda e a boa vontade dos professores, da minha esposa, dos meus filhos e especialmente da professora Janete Medeiros e do professore Guilherme Marinho, que muito me ajudaram e aos quais entreguei o futuro do Educandário, hoje Escola Municipal. Em 1975 assumiram e deram conta, transformando em um grande estabelecimento de ensino.
             O caminho percorrido não foi fácil, porém o esforço, o sacrifício foram compensados. Tivemos falhas, fomos criticados por uns, por outros elogiados.
             Sabemos que grande parte das eficiência de qualquer organização técnica ou administrativa, depende da competência e da responsabilidade dos elementos que a dirige, porém, além da competência, torna-se necessário que conte com a ajuda de uma grande equipe, e que esta, esteja imbuída de uma sábia mentalidade e uma elevada compreensão do papel que cada um desempenha, dentro da sociedade em que vive.
             Tudo na vida o tempo consome na sua marcha implacável. Fixar o momento belo que existiu, que se viveu, eis o instante que a sensibilidade nos favorece para deleite nosso.
             Confesso que nos 25 anos que morei em Ceará-Mirim, vivi momentos difíceis, vivi momentos de indescritíveis emoções e de muitas alegrias, porém, nunca um momento de tão grande emoção como a que estou vivendo hoje.
             Aprendi no Ceará-Mirim, e o Madalena Antunes me ensinou, que a felicidade consiste em ser bom e fazer o bem.
             Quando organizei os estatutos do antigo Educandário, hoje escola municipal; quando abri as portas para receber as crianças, os jovens e por que não dizer adultos para estudarem, para venceram na vida, não foi visando enriquecer ou explorá-los, como muitos naquela época pensaram.
             Não, eles se enganaram. Fiz sim, pensando em educar sem discriminação. Fiz sim, como pai pobre para ajudar a educar os filhos dos menos favorecidos. Fiz sim, para ajudar aos pais que como eu não eram senhores de engenho, nem usineiros, nem comerciantes abastados. Fiz sim, para ajudar aos pais funcionários públicos, donos de mercearia, pescadores e pequenos proprietários, a educar os filhos.
             O Educandário Madalena Antunes Pereira foi criado para servir ao povo humilde, ao povo simples do Ceará-Mirim.
             Quero agradecer a todos os que fazem esta escola, ao corpo docente e discente.
             Agradeço de coração, em nome de toda minha família. Nunca pensei em toda minha vida, ser alvo de tão grande e significativa homenagem.

Nota do Blugueiro:  Tive a honra de ter estudado com o Prof. José Tito, na década 50.  

Artigo publicado no blog de GIBSON MACHADO em 14.03.2009.

terça-feira, 26 de abril de 2011

LUTO NA DANÇA - MORRE ROOSELVET PIMENTA


Reconhecimento

Nome conhecido e reconhecido dentro do circuito da dança potiguar e nordestina, Roosevelt Pimenta começou sua carreira como ator, ao lado de outros dois expoentes das artes cênicas natalense: Sandoval Wanderley e Jesiel Figueiredo.

Em 1965, já como profissional, embarca rumo ao Recife para ser assistente de direção do espetáculo “A Corda”, do pernambucano Clênio Wanderley. Por lá, fez teste para a TV Jornal do Comércio e foi aprovado como primeiro bailarino. No mesmo ano, tornou-se bailarino solista do Grupo de Danças Clássicas Flávia Barros. Ainda no Recife, trabalhou em circo e em teatro de revista, até se mudar para São Luís do Maranhão, onde atuou na Academia Maranhense de Balé. Após três anos em São Luís, foi convidado para fazer parte do Balé do Estado de São Paulo.

Em 1974, de férias em Natal, foi ‘convocado’ por Jesiel Figueiredo, por Jobel Costa e por Olindina Gomes, então Secretária de Educação e Cultura, para fundar o Balé Municipal de Natal, do qual foi diretor até dezembro de 2008. Antes, em 2004, durante comemoração alusiva aos 30 anos de criação do Balé Municipal, recebe justa homenagem por sua dedicação à instituição, que passa a se chamar Escola Municipal de Balé Professor Roosevelt Pimenta.

“Roosevelt dizia que tinha tudo para não ser, mais foi bailarino. O tamanho, o peso, não combinavam à delicadeza necessária ao bailarino clássico. O biotipo poderia sugerir mil e uma profissões, mais nunca a de um bailarino”, escreveu a professora Isaura Rosado, secretária Extraordinária de Cultura do RN, em nota de pesar.

De acordo com Isaura Rosado, apesar da dança natalense também ter sido marcada pela presença das professoras Olga Hipólito (nos anos 1950), Noêmia Ferraz (1965) e Ieda Emerenciano, “foi Roosevelt quem formou gerações e gerações de bailarinos. Fez, sem sombra de dúvidas, ‘escola’. Roosevelt esta na raiz do ensino e da multiplicação das escolas de balé na capital. Despertou o interesse pela profissão, levou legiões de amigos, pais, avós, ao teatro”, afirmou.

Para ilustrar essa geração formada por Roosevelt, podemos destacar Anízia Marques e Fátima Sena (professoras do Balé Municipal), Ana Thereza Miranda e Maria Cardoso (professoras e proprietárias, respectivamente, das escolas de dança Studio Corpo de Baile e Escola de Balé Maria Cardoso), Wanie Rose (da EDTAM), Larissa Marques e Karerine Porpino (professoras da UFRN).

“Nesta hora de saudade, temos o orgulho de poder dizer que com Roosevelt convivemos e a ele, agora, prestamos as nossas merecidas homenagens,  reconhecendo-lhe a importância do longo e profícuo trabalho como pioneiro  no ensino do balé clássico no RN”, finaliza Isaura Rosado.

Também membro do Conselho Municipal de Cultura, Roosevelt Pimenta “nos deixou um belíssimo exemplo de dedicação ao trabalho e um profundo e abalizado apego à prática da arte-cultura”, escreveu Rafael Correia de Oliveira, secretário executivo do Conselho, em nota oficial de pesar. Ainda segundo a nota do Conselho “ele (Roosevelt) não conseguia afastar-se do alcoolismo. O que agravou seu estado de saúde”.

Fonte: Tribuna do Norte

Nota do Blogueiro: Tive o privilégio de ter assistido o nascimento de Roosevelt no teatro,pois  participamos juntos no  Teatro de Amadores  de Natal sob a Direção de Sandoval Wanderley. Tive o  prazer de  quando
 lançado por Sandoval, como autor de teatro, com  a  minha peça " Chico Vaqueiro", Rooselvet,participou  nos ajudando
na parte técnica. Descança em Paz, amigo Rooselvet!!! Que Deus te abençoe e até um dia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

DR. AUGUSTO MEIRA - UM CEARAMIRINENSE ILUSTRE

 BIOGRAFIA DE AUGUSTO MEIRA


Augusto Meira, cujo nome de batismo é José Augusto Meira Dantas, nasceu no engenho Diamante, município de Ceará Mirim, Rio Grande do Norte, a 11 de dezembro.de I873. Era fi­lho de Olinto José Meira e D. Maria Generosa Meira Ribeiro Dantas. Fez’ seu, curso primário e secundário no engenho Je­riçó, sob a orientação de seu próprio pai. Formou-se em direi­to, no ano de 1899, na cidade do Recife, tendo sido laureado pela mesma Escola, com o prêmio de viagem à Europa. Depois de sua formatura esteve algum tempo na cidade do. Rio de Ja­neiro, e daí transferiu-se para a cidade de Santarém, neste Es­tado, onde exerceu por alguns anos a função de Promotor Pú­blico. Nessa cidade casou-se com D. Anésia de Bastos Meira. Lobo após seu casamento foi transferido pelo Governador Au­gusto Montenegro para a promotoria de Belém. Em 1908 fez concurso para a cadeira de Direito Penal da Faculdade Livre de Direito, o primeiro concurso a realizar-se nessa Escola. Foi deputado estadual em diversas legis1aturas. Com o advento da revolução de 1930 passou ao exercício da advocacia e ao professorado. Na interventoria Magalhães Barata foi nomea­do Diretor da Faculdade de Direito, lugar em que permaneceu até ser eleito senador Federal pelo Pará. Após ocupar por quatro anos a senatoria federal, foi eleito deputado FederaL Foi colaborador constante da “Folha do Norte”, do “Estado do Pará”, “Província do Pará”, “Jornal do Brasil” e “Jornal do Co­mércio”, estes do Rio de Janeiro. Publicou muitas obras, entre as quais podemos destacar Falenas e Nenúfares, Alcíones, Secreto Esplendor, Caminho da Glória, Brasileis, epopéia nacio­nal brasileira. O Príncipe de Miller, Amazonas versus Pará, Ruy Barbosa e Rio Branco, Autonomia Acreana, O Caso Torres, Di­reito e Arbítrio, Mandado de Segurança, Selva Selvagem, Es­tesia Filológica e muitos outros trabalhos, entre os quais ainda alguns inéditos. De seu feliz consórcio com D. Anésia de Bas­tos Meira nasceram-lhe nove filhos. Augusto Meira foi poeta, publicista, orador, professor de Latim, Português, Lógica, ocupando ainda as cátedras de Direito Penal e Direito Civil da Faculdade de Direito. Como parlamentar salientou-se nas lu­tas contra a internacionalização da Amazônia, apresentando ainda inúmeros projetos de interesse público, transformados em lei. Sua folha de serviço foi inestimável e faleceu nesta ci­dade aos 90 anos, em plena atividade intelectual

Fonte:  Google

ENCONTRO DOS EX- ALUNOS DA EIN - ANO 1966

Nesta foto de 1966, na frente do refeitório da antiga Escola Industrial de Natal, estão alunos da 3ª série ginasial. No 5º Encontro de Ex-alunos da EIN, realizado no dia 18.09.10, compareceram apenas Luiz Cortez, Gilvan e Luiz Carlos- "Luiz Defunto " (o 1º do lado esquerdon, com mão no queixo). Os demais não foram vistos, não compareceram por motivos vários. José Ivanildo da Silva, o futebolista da FNF/RN, está ao lado do colega do centro, com camiseta branca e óculos escuros, o Toinho de Ceará-Mirim, que nunca mais foi visto em Natal. O médico José Carlos Morais está lado de Ivanildo. Alfredo do Nascimento, ex-ministro dos Transportes, é o quinto agachado na frente, da esq. p/direita. Do nosso arquivo.

FONTE:  Natal em Pauta   - Luiz Gonzaga Cortez